Diferenças de volume, entre os componentes de um casal, sempre suscitaram situações peculiares. Uma boa parte delas relacionadas às especulações sobre formas, posições e aperfeiçoamentos necessários ou simplesmente decorrentes dos atos libidinosos praticados pelos envolvidos. Em pares formados por um ele avantajado/ela delgada ou na sua contrapartida complementar e biunívoca, as modalidades de viver perigosamente aguçam a curiosidade alheia.
Outra fonte de preocupação relaciona-se com o comando ou controle das atividades do casal, assumindo que o ser volumoso possa usar e abusar da sua suposta vantagem impondo uma relação de dependência, sob a ameaça de despertar a fúria de um “quase” Titan. Como diz o ditado – “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Entretanto, mesmo nos mais oníricos devaneios ninguém imaginaria uma situação semelhante à divulgada no portal Terra, hoje.
Condenada mulher de 136 kg que matou namorado ao sentar nele, esta é a notícia. Não consigo e nem pretendo imaginar, muito menos descrever a cena. Pobre rapaz, que fim lamentável. Apesar da seriedade do fato, não pude evitar. Imediatamente o que me veio a mente foi a situação constrangedora do promotor na apresentação, ao júri, da arma do crime. E o atestado de óbito então, uma verdadeira peça non-sense.
Como ela foi condenada a três anos de liberdade condicional (confesso que não entendi a descrição desta pena – isto significa que ela será obrigada a cumprir três anos em liberdade e depois é que vai presa, pelo resto da vida) é provável que a esta hora a arma do crime já esteja em circulação. Da próxima vez pense duas vezes antes de aceitar o convite amável daquela colega um pouco mais opulenta. Vai que vire namoro. Esta situação pode começar a ocorrer em abundância. Todo cuidado é pouco.