Tarde de aula. Quase duas horas de fala ininterrupta. Apesar da fluência e treino da dicção, ao final, algumas palavras saem com certa dificuldade. Nesta hora vale apelar para algum trava-língua conhecido e, se conseguir findar a tarefa, seguir adiante.
Vocês lembram de trava-línguas?
O trava-línguas é um conjunto de palavras, formando uma sentença com dificuldade de articulação devido à presença de sons que exijam movimentos seguidos da língua. São uma boa forma de diversão e disputa entre amigos. Quando pronunciados de forma rápida e repetida (pelo menso três vezes) casusam situações embaraçosas, provocando risos.
Podem ser formados por diversas repetições fonéticas, mas as mais características e freqüentes incluem as combinações tre, ti, pre, pe e outras. Para diversão dos amigos indico alguns trava-línguas folclóricos. Tentem o exercício completo – rapidez e repetição.
o mameluco melancólico meditava e a megera megalocéfala, macabra e maquiavélica mastigava mostarda na maloca miasmática.
atrás da pia tem um prato, um pinto e um gato. Pinga a pia, apara o prato, pia o pinto e mia o gato.
o peito do pé de Pedro é preto. Quem disser que não é preto o peito do pé de Pedro, tem o peito do pé mais preto do que o peito do pé de Pedro.
Quico quer caqui. Que caqui que o Quico quer? O Quico quer qualquer caqui.
o rato roer roía e, a Rosa Rita Ramalho, do rato a roer se ria!
esta burra torta trota. Trota, trota, a burra torta. Trinca a murta, a murta brota. Brota a murta ao pé da porta.
a aglomeração na gleba glacial glosava a inglesa glamourosa que glissava com o gladiador glutão.
a hidra, a driáde, e o dragão, ladrões do dromedário do druida foram apedrejados.
Se estes não trouxeram a diversão desejada, utilizem os meus preferidos:
cozinheiro cochichou que havia cozido chuchu chocho num tacho sujo.
chega de cheiro de cera suja.