Não sei por que paro de escrever. Faz uma falta imensa. Perco muito com isto. Mas nem sempre apenas a constatação ou o sentimento desta perda são suficientes para colocarem as escritas nos eixos. Principalmente quando o tipo e teor da escrita são substituídos.
Nesta minha ausência não deixei formalmente de escrever. Mudei de foco. Por opção me dediquei a escrever sobre assuntos diferentes dos tratados aqui. De uma forma particularmente interessante tive de reaprender a escrever. Alfabetizar-me em linguagens editoriais bem distintas da informalidade do meu espaço. Acho que de certa forma me saí bem. Escrevo entrevistas ping-pong, reportagens e até press releases. Todos ainda sofríveis, mas já com cara daquilo que deveriam ser. Se tivessem a oportunidade, tenho certeza que os meus leitores reconheceriam que a entrevista é uma entrevista e que a reportagem lembra uma reportagem. E persisti na atividade de escrevinhador científico. Ora como autor, ora como "corrigidor" de textos alheios. Deste modo a produção, neste ínterim, não foi desprezível. Apenas um pouco desfocada do habitual.
É chegado o dia da remissão. Cansei da prosa dura e do estilo tico-tico. Quero voltar a escrever parágrafos longos, recheados de devaneios, com duplos e triplos sentidos. Sentir o regozijo na abundância dos pontos-e-vírgulas, das interrogações sem repostas, das longas reticências ....... Preciso me livrar das amarras da formação sintática ordinária do fato-a-ser-descrito-como-ele-é. Anseio por interpretar, criar, dar asas a imaginação e voar. De volta pra cá.
PS: a quem se interessar pela definição do estilo tico-tico e o resgate do ponto-e-vírgula, sugiro a leitura do mestre Claudio Moreno, aqui.
Nesta minha ausência não deixei formalmente de escrever. Mudei de foco. Por opção me dediquei a escrever sobre assuntos diferentes dos tratados aqui. De uma forma particularmente interessante tive de reaprender a escrever. Alfabetizar-me em linguagens editoriais bem distintas da informalidade do meu espaço. Acho que de certa forma me saí bem. Escrevo entrevistas ping-pong, reportagens e até press releases. Todos ainda sofríveis, mas já com cara daquilo que deveriam ser. Se tivessem a oportunidade, tenho certeza que os meus leitores reconheceriam que a entrevista é uma entrevista e que a reportagem lembra uma reportagem. E persisti na atividade de escrevinhador científico. Ora como autor, ora como "corrigidor" de textos alheios. Deste modo a produção, neste ínterim, não foi desprezível. Apenas um pouco desfocada do habitual.
É chegado o dia da remissão. Cansei da prosa dura e do estilo tico-tico. Quero voltar a escrever parágrafos longos, recheados de devaneios, com duplos e triplos sentidos. Sentir o regozijo na abundância dos pontos-e-vírgulas, das interrogações sem repostas, das longas reticências ....... Preciso me livrar das amarras da formação sintática ordinária do fato-a-ser-descrito-como-ele-é. Anseio por interpretar, criar, dar asas a imaginação e voar. De volta pra cá.
PS: a quem se interessar pela definição do estilo tico-tico e o resgate do ponto-e-vírgula, sugiro a leitura do mestre Claudio Moreno, aqui.


