Será que só eu não me dei conta que sou um pobre impotente, apressado e diminuto?
Mas, segundo eles, tudo tem solução.
Tomara!
O homem foi feito para ter grandes alegrias. No processo criador, a escolha foi determinante - a criatura estava predestinada a ter alegrias. Na sua fase inicial, os representantes enfastiaram-se com as facilidades disponíveis e, num ato desvairado, determinaram que, nas futuras gerações, as alegrias deveriam ser conquistadas.
Na dependência da gramática elas nunca se encontram. As regras são bem claras. Neste caso não há exceção. Sem permissão para as vírgulas estarem juntas. Elas não entendem porque só para elas a proibição. Ao ponto e a vírgula é permitida a convivência. Porque elas não podem? Não deve ser uma questão homofóbica ou puritanismo. Visto que as aspas vivem juntas. Os dois pontos também. Isto sem contar as reticências, que têm liberdade para viverem em grupo, mais de duas e bem juntinhas. Diferentes dos parênteses que, apesar da duplicidade implícita, vivem separados pelas regras sociais, ou melhor, ortográficas.
Como escrevi no post do Dia das Mães, a maternidade também pode ser privilégio de homens. Nada de especial ou diferente das mães verdadeiras. Apenas em outra roupagem. Com méritos iguais e .... defeitos iguais. Pelas condições involuntárias e por escolha pessoal sou um destes homens-mãe. Com muito orgulho. Quanto as desvantagens deste fato, perguntem aos amados rebentos. Nada a declarar.Além das vantagens emocionais de estar filho, o retorno aos pagos tem outros benefícios incalculáveis. A busca da fonte de sapiência materna é uma delas. Com isso volto engrandecido por questões culturais, nem sempre novas mas com uma aplicabilidade inquestionável. Onde mais eu escutaria pérolas como estas:
- o restaurante Calamares ficava vis-avis com a casa da Sofia (a relação vis-avis é muito mais específica do que estar próximo, perto, ao lado. A transposição para relacionamento humano cria um patamar intermediário entre o ficar e a paixão – estar vis-a-vis denota necessidade de proximidade sem intromissão melosa),
- a faca que tu estas usando foi do avô da minha mãe (ensinando que os objetos cortantes para o pão já faziam parte da rotina na era paleozóica inferior. Somando o tempo de todos os envolvidos chegamos a períodos AC);
- o máximo que um cachorro pode fazer é morder o dono, o que caracteriza um dano físico, muito menos importante do que a dor na alma de alguém que convive com um filho drogado (referindo-se ä relação das pessoas entre si e com os animais de estimação, com vantagem nítida para os pets);
- o negócio deles estava muito próspero, até para o estrangeiro eles estavam vendendo (quem mais se refere às exportações, tão admiradas pelo nosso mandatário, como vendas ao estrangeiro, impagável).
Sem contar as inumeras estórias com escroques internacionais que dirigiam Hispano-Suiza e compareciam às festas do Porfírio Rubirosa. Uma viagem incrível.
