quinta-feira, 17 de abril de 2008

De onde vem a inspiração?

Agora, de maneira mais formal e completa, respondo a questão da amiga Lele.

A inspiração para os posts vem de onde?

Não sei. Nunca pensei de fato sobre o assunto. Diversas situações determinam o impulso de escrever. As mais diversas mesmo. Talvez por isso eu não tenha, ainda, encontrado o rumo do blog. Às vezes uma notícia ouvida, ou lida. Um comentário de amigos. A rixa antiga com aquela dona de casa temperamental mineira, apesar de não ter fila de post para oferecer aos leitores. Um fato presenciado e a necessidade de apresentar a minha versão para ele. E, por fim uma válvula de escape para a imaginação. Senão a loucura chega.

Aproveitando a oportunidade, vou pegar a deixa e escrever, num outro post, como a centelha criativa incandesce o pensamento e brota incontrolavelmente na forma de sentenças e orações. Depois de não esclarecer a fonte, pelo menos posso demonstrar como são produzidos os textos brilhantes que vocês lêem aqui.

Oigalê, até que enfim o entusiasmo criador está retornando.

PS: antes que a Chris pergunte o que é, ai vai a tradução para oigalê – expressão gauchesca que denota alegria, espanto e admiração.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Tarefas.

Dor de cabeça, resfriado, quatros horas de um treinamento útil mais infindável faz qualquer um perder o tino e esquecer as tarefas obrigatórias ou opcionais. Este sou eu. Portanto os ansiosos leitores terão que aguardar um pouco mais por um texto refinado.

Respondendo a uma parte da questão da amiga Lele – as vezes inspiração se confunde com embromação. Ainda fico devendo a continuação. Agradecimentos antecipados pela estima de melhoras.

PS: a moleza é tanta que arranjei um secretário para digitar este post. Um verdadeiro atravessador literário. Veja também aqui.

domingo, 13 de abril de 2008

Jogos Olímpicos e Olimpíadas.

Com a aproximação dos Jogos de Pequim o assunto cresce, gradativamente, de interesse. Sem entrar em detalhes sobre a escolha da China, como sede deste evento, eu recolhi alguns fatos interessantes sobre o acontecimento e algumas datas:

a denominação correta para o evento esportivo que ocorre a cada quatro anos é Jogos Olímpicos. O termo Olimpíada refere-se ao período compreendido entre dois Jogos Olímpicos – desta forma a primeira Olimpíada ocorreu entre os anos de 1896 e 1900. Portanto, até o início dos Jogos Olímpicos de Pequim continuamos na XXVIII Olimpíada;

a escolha da sede dos Jogos é feita sete anos antes do evento. Desta forma os Jogos de 1916, 1940 e 1944, apesar de não terem ocorrido, já estavam com as suas sedes determinadas. Em 1916 deveriam ocorrer em Berlim – a cerimônia de abertura seria no Deutsch Stadium que estava pronto desde 1913, antes da eclosão da 1ª Guerra Mundial;

em 1940 os Jogos estavam marcados para Tóquio no Japão. Devido a Guerra Sino-Japonesa em 1937 eles foram transferidos para Helsinque, na Finlândia, onde foram cancelados definitivamente em 1939, depois do início da 2ª Guerra Mundial;

para 1948 o local escolhido foi Londres, mas devido a continuidade da guerra teve de ser suspenso;

a sede dos Jogos Olímpicos de 1904 deveria ser Chicago, escolhida unanimemente como representante dos EUA e acolhida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Entretanto a realização da Feira Mundial, no mesmo ano, em St. Louis fez com que o COI indicasse a modificação do local de realização;

Estocolmo (1912) e Los Angeles (1932 e 1984) foram escolhidas como sede dos Jogos Olímpicos, sem a concorrência de nenhuma outra cidade candidata;

Buenos Aires já foi apresentada três vezes como cidade candidata para 1956,1968 e 2004.

Vamos torcer para a escolha do Rio de Janeiro como cidade candidata, ou não?

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Mais um prêmio.

Este recebi da Adriana, do Três Marias. Sem precisar ficar aguardando, pois não vou desaparecer. Foi apenas uma metáfora. Vou continuar por aqui, um bom tempo.

1. O que mais ama: viver

2. Cantor de preferência: Chico Buarque

3. Minha jóia preciosa: os amigos

4. Cantora: Maria Rita

5. Prato favorito: um bom bife mal passado na chapa.

A minha dificuldade de passar adiante permanece.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Acidente ambiental.

Hoje fiquei perplexo. Com um fato descrito no blog de uma amiga. Talvez eu estar meio afastado tenha determinado um represamento das idéias estapafúrdias. Mas, não sei não. Percebi uma possibilidade muito estranha. Um cheiro estranho, no ar. Não, o odor não chegou até em casa – é apenas uma expressão literária, caros leitores.

O que me impressionou foi o comprometimento sensorial, determinado pelo excesso da tal erva aromática. Pelo descritivo da autora, depreende-se que o olfato e a gustação foram imediatamente comprometidos, pela substância denominada de poluente de agora em diante Ao ponto de determinar uma atitude agressiva de solução para a situação alarmante – uso de substâncias bloqueadoras ou quelantes. O derramamento do tomilho configurou uma verdadeira maré verde.

Sem conhecimento da concentração atingida fica impossível determinar a extensão do dano ao meio ambiente, mas suspeito que tenha ocorrido um acidente biológico de médias proporções. Não houve necessidade de evacuação do recinto e máscaras de oxigênio não caíram automaticamente, prova de que não houve comprometimento da pressurização pela volatilização da especiaria.

Além destes dois sentidos a autora refere que por motivos óbvios a receita não foi fotografada, configurando um potencial risco para a visão. Agora já é a maioria dos sentidos comprometidos. Ainda não se tem informações confiáveis acerca da preservação da audição e do tato. Teria ocorrido uma catástrofe sensorial nível cinco?

Pacientemente aguardaremos pelas notícias. Depois do vazamento de informações fica difícil os envolvidos não convocarem uma coletiva. Espero que não resolvam solicitar ação da Polícia Federal, afinal está na moda. E pensar que as agências internacionais negligenciam o monitoramento do Brasil. Os acidentes ambientais estão mais próximos do que imaginamos. Next door.

terça-feira, 8 de abril de 2008

O jeito positivo de ser.

Tenha o nome que tiver, o ver a vida pelo lado positivo tem sempre suas vantagens. Alguns dirão que é otimismo puro. Outros que é a autêntica execração do pessimismo. Os mais críticos identificarão traços de polianismo explícito. E assim por diante, independente de rótulos. O desenvolvimento de um alto astral para com os fatos corriqueiros produz situações inexplicavelmente satisfatórias.

Não é um exercício fácil. Sempre existiram e sempre existirão circunstâncias em que todos os fatos corroboram para uma negatividade. Nestes casos não adianta tentar transformar limões em limonada. Continuará azedo. A atitude não pode discordar do sentimento, soará falso. Contribuição certa para piorar o azedume. Nada mais incentivador à perpetuação do mau humor do que tentar brincar de contente. Nem pensar em melhorar um pouquinho.

O que fazer nestes casos?
Aguardar a luz, do mestre? Gastar o repertório de palavras impróprias, especiais para datas deste estilo? Sair do ar? Enlouquecer? Deprimir? Insultar todos os vivente nas cercanias e o mundo, por tabela?

Nada disso, minha gente. Tentem sublimar.

Sublimar? O que vem a ser isto? Como se faz? Existem cursos especiais de sublimação? Algum MBA? Rende alguma grana, por fora?

O principio, desta técnica milenar, tem base no fenômeno químico homônimo. Sublimação é a passagem do estado sólido ao gasoso, sem intermediação. Ir de um extremo ao outro, sem tranco ou barranco. É isto que deve ser feito. Vapt e vupt – de um lado para o outro, imediatamente.

A mensagem é que não adianta tentar melhorar um pouco de humor quando a maré não está para peixe. Tem de ser radical. Antes do fundo do poço, salte para o alto da montanha. Os motivos e técnicas vão depender das situações e das pessoas. Qualquer uma e todas tem motivações suficientes para fazer isto. É só encontrar o seu modo.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O trabalho dignifica.

A minha ausência não é voluntária. Também não é involuntária. Existem obrigações, tarefas e compromissos que devem ser finalizados e cumpridos. Até com muita satisfação. Só que dão trabalho. Como o tempo só é relativo para os físicos, acabo limitando a presença nos blogs. Meus e dos amigos.

Mas vale a lembrança. Depois a gente recupera o tempo perdido.

Boas festas juninas, para todos.

PS: pela frase final acho que as tarefas vão tomar um bocado de tempo.